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Artista de escape recebe a extrema função

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por jqz às 18h00
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O adulto vive em um mundo clivado entre o da arte que lhe serve para reacender o espanto despistar o tédio e o da realidade obediente que o impede de siderar

O adulto não percebe que o olhar semprespantado da criança é fruto de que ela vê algo que ele cessou de ver

A criança não vê tédio nem monotonia muito menos catatonia no cotidiano pois não obedesce ao autoreumatismo do diaadiado pelos adulterados

A criança vivê o jogo e o jogo é a aliança vidamorte é o nó entre o tempo e a topologia

A criança  graças à ausência de uma mediação do saberrado respirra o acesso ao real e portanto enxerga o real doreal em tudo à sua volta

A criança assim como descobre em si o misterioso umbigo essa marca da cena em que fomos extraídos do bastidor uterino

A criança também reconhece essa mesma assinatura da direção em todo o resto que surge em nosso palco

A criança sabe que todas as coisas provêm de um vazio que continua exercendo direitos sobre elas e portanto se espanta a cada encontro

O adulto por ter se rendido ao microchip feito soldado no campus só consegue reenxergar tal bastidor através de um artifício reencenação reenactment

O teatro se torna então somente um desses tantos tóxicos na tentativa de rexperimentar ou ao menos testemunhar o espanto

O ator lhe emite essa estranha presença pois está em comunicação direta com o bastidor cuja ausência pega no seu pé e o faz passar do invisível ao especular

O ator se torna então o passador para o espanto dos espectadores da sombra que reina no bastidor

A criança por viver a essência a entidade e jamais a identidade ela não sente a necessidade do remédio para descobrir a bastidoor no mundo visível

A criança por carregar esse segredo o tempo todo e sem intervalos e sem tubos de ensaios ela não precisa das trevas de um caixão teatral para subsistir

A criança então quando forçada ao teatro ri do patético que é atristonhamentiradosperdidosaoprópriojogo

A criança ao pular dançar gritar faz advir a imaterialidade à existência e descobre feito músico que ela some e se transfigura naquela invisibilidade que o o

lhar do pintor escritor artista tanto tanto tanto tanto tanto tanto tanto

soilícita



Escrito por jqz às 22h20
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Os sereshumanos são seres nãonaturais

A evidência mais cabal dessa nãonaturalidade é a codificação do mundo pelos processos de comunicação

que têm por objetivo interpretar o que está ao nosso redor e nos tirar da solidão a que a natureza nos cela

O crescimento intelectual do serhumano está diretamente vinculado à capacidade de transgredir a natureza

criando progressivamente as estratégias de abstração de seu próprio corpo animal e

demandando mais e mais e mais educação e mais e mais e mais e mais preparo crítico

A fábrica do futuro será o lugar em que o homofaber se converterá em homosapiens

porque reconhecerá que fabricar significa o mesmo que aprender isto é adquirir informações produzi-las e divulgá-las

Adquirir a importância da inutilidade na arte Produzir a metáfora da língua erotizada Divulgar o erotismo ao sexo metaforizado

Desfazer os utilitarismos é poesia é o território da voz é a voz como uma potência poética

Desfazer a opressão que a voz vem sofrendo desde o final da idademédia pela hegemonia da escrita quando o interlocutor a sua fugacidade e a sua concretude

se ausentam em troca de uma palavra mais mensurável e

poderosa na distância e

na solidão do escrito

O corpo inutilizado pela escrita é justamente aquele que reage com seu peso e volume e densidade quando a palavra provoca prazer e lembranças e idéias
A performance é um reconhecimento uma concretização do corpo de si e do outro no aqui e no agora da voz foz

Dos repentistas brasileiros aos griots de burkinafasso passando pelos rakugokas do japão

o indivíduo em atitude performática se coloca integralmente naquela situação e

estabelece com quem realiza o pacto proposto pela voz uma comunhão laica

A poesia é uma ritualização da linguagem e a poesia vocalizada performatizada pode vir a ser também uma libertação da palavra de sua

duração cronológica inserindo-a num outro tempo o tempo concreto do ato do agora que passa mas que se sustenta pela potência de sua

autenticidade



Escrito por jqz às 21h30
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