Jornal de jaú são paulo A machina de habitar Na arte contemporânea de vestir está a inspiração da architetura moderna O que se vê num corpo de mulher
No seu estado actual de desenvolvimento o homem não supporta mais o natural O merecimento do vestido não é apenas philosophico ou methaphisico
É esthetico A mulher conseguiu fazer da sua existência uma viva e eterna arte moderna Desafio que me digam o contrário A mulher não vive a vida Vive a arte
Ainda desta vez não disse o que queria Da próxima quem sabe Carta de mário de andrade São paulo 1922 Caro luiz bruma Amigo luiz bruma Seu revolver
funciona bem seu punhal está bem afiado E seus músculos Elásticos virís e corajosos Pois desçamos a escoita E anuncia-me você uns problemas estéticos que o
torturam Gosto de problemas dessa ordem Discutamo-los Desta troca de fôrças e perguntas só teremos o benefício de adquirir maior musculatura E geralmente
costumo trocar com meus amigos longínquos os trabalhos que fazemos Mande-me algum trabalho seu prosa ou verso é indiferente Farei o mesmo Luiz bruma
Canção de cativos nunca Rouca e afogada em absinto Antes de atingir a boca Morta na noite do instinto Hilda hilst respondendo à pergunta do leo gilson
ribeiro no jornal da tarde Meu pai apollonio de almeida prado hilst era poeta ensaísta assinava com o pseudônimo de luiz bruma Foi uma das primeiras pessoas
a falar em cooperativismo no brasil Era filho de um francês de lille que se casou com uma fazendeira paulista da família almeida prado Meu pai nos escritos que
minha mãe guardou dele e me deu para ler se interrogou o que aconteceria à alma na loucura
Escrever é então para mim sentir meu pai dentro de mim em meu coração me ensinando a pensar com o coração como ele fazia ou a ter emoções com lucidez
Escrito por jqz às 23h07
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